24 de nov de 2008

- Alguém de nós podia dar uma de Jenny e aprender a costurar, assim não teria essa escassez de roupa que a gente tem. - Isabelle e Georgia andavam sem rumo pela rua após a primeira remessa das provas finais.
- É, só falta comprar uma máquina daí. - G. era o tipo de pessoa que quer fazer tudo, mas tem preguiça até de pensar em fazer tais coisas.
- A Sofia vive falando que vai comprar a máquina e aprender a costurar, mas nunca vi ela correndo atrás de nem um, nem outro. E se alguma aprendesse só o básico, seria que nem aprender a tocar violão: você aprende as notas e vai se virando e fazendo as coisas.
- É. Eu queria aprender a tocar violão. - Apontou G., imaginando como seria ela tocando um instrumento - provavelmente, um desastre.
- Eu também, meu. Mas a gente não tem tempo. - Concordou I.
- A gente tem tempo, mas não faz nada.
- Mas não fazer nada é tão bom.
- É, isso é.
- Ficar no computador sem fazer nada, dormindo, comendo, vendo TV... Não tem coisa melhor. - I. era a encarnação de preguiça e estado vegetativo. Não muito diferente de G. e S. - E a gente não quer ocupar o tempo fazendo essas coisas, porque daí não tem tempo de não fazer nada.
- Tipo, a gente tem tempo de fazer as coisas, mas não quer deixar de fazer nada pra ficar fazendo essas coisas, daí parece que a gente não tem tempo. Mas a gente tem.
- É, pra que deixar de fazer nada?
- É. - As duas se convenceram que entre fazer alguma coisa e não fazer, a segunda opção sempre vai melhor.
- Aonde a gente tá indo?

5 de nov de 2008

excessão

You don't know who or what you're praying to, but you pray. You don't even regret the life that you're not gonna have, because by then you'll be dead. And the dead don't feel anything. Not even regret - my life without me -