22 de fev de 2009

because i said so

Às vezes conversar com um desconhecido é a melhor coisa que existe pra aumentar a auto-estima, ou pra dizer tudo aquilo que você esconde pra sua melhor amiga.

13 de fev de 2009

carta aberda à quem interessa

A definição de erro se define variadamente de acordo com cada pessoa e situação. Porém, isso nem sempre é a melhor coisa diante a certos fatos. De nada adianta saber que meu erro é justificado sendo que a pessoa mais importante a concordar comigo é justamente a que mais discorda e julga-me por isso. Claro que eu errei, mas eu tenho minhas justificativas. Já você, apesar de não ter feito nada que seja comparado com o que aconteceu, continua errando. Mas com você mesmo. O que você possivelmente anda fazendo, sabendo que é ruim, pelo simples prazer da discórdia, só interfere em você. Só vai fazer diferença pra você, na sua vida. Claro que eu continuo não gostando. Mas quem vai acabar se fudendo é você mesmo, o que eu posso fazer? Apesar de você não querer, ou não admitir que quer - o que eu particularmente acredito, ou pelo menos é nisso em que quero acreditar -, eu não vou poder te ajudar. Por mais que eu queira, por mais que eu deva. Fui eu mesma que prometi que sairia da sua vida pra nunca mais voltar, não foi? E, por mais que me doa fazer isso, é exatamente o que eu vou fazer. Eu só espero que, algum dia, você esteja numa situação igual ou parecida a minha. Daí, apesar do quão tarde será, eu iria gostar muito que você me ligasse, marcasse da gente fazer alguma coisa. Pra você ver que primeiro, acontece com qualquer um, até mesmo você, veja bem; e segundo, quem sabe a gente não se acertaria? Eu acho quase impossível, porque até isso eu teria me desgastado tanto em inúmeras tentativas sem respostas. Eu não sei, você não sabe, ninguém sabe. E até alguma coisa positiva acontecer, é assim que a gente vai ficar. Eu pelos cantos fingindo cansaço e você se culpando e me odiando. É, quem diria que um dia a gente chegaria a esse ponto.

10 de fev de 2009

dez de fevereito de dois mil e nove

Pai, to indo embora. Na verdade, já cheguei. Não sei se o senhor aprovaria isso, ainda mais estando entre a gente. Mas eu vim. Eu precisava. Desde quando você se foi, acho que não houve momento algum em que eu me senti mais vazia do que meus últimos meses antes de vir pra cá. Sabe pai, eu achei que tudo seria mais fácil. Eu achei que, já que eu estou 'na metade do caminho', as coisas só melhoram. Mas não. Claro que não. E, agora, eu acho que tudo só vai piorar mais e mais e mais. Nunca se ganha nada de graça, você mesmo dizia. Agora eu reconheço e conheço o significado de basicamente tudo o que você dizia. E, pai, tá tudo tão melancólico, tudo tão nostálgico. Ao mesmo tempo que eu me sinto feliz, vem uma infelicidade em dobro. Uma vontade de chorar. Um aperto no peito. Embora eu sinta que eu não tenha feito nada de tão errado, tudo sugere que esse foi o meu pior erro. Que tudo o que eu fiz achando que era certo (certo de acordo comigo) foi o mais errado possível. E tem mais. Tudo mudou tão completamente. Tão da água pro vinho. Tão repentinamente, também. Agora eu sei o que significar 'me virar sozinha', e aposte que não é nada como eu gostaria e imaginava que fosse. Mas é bom pra eu crescer como pessoa, pra e não ter vinte anos nas costas e não saber nada de nada. Eu sinto tanto a sua falta, pai. Sinto saudade do que eu não tive. Saudade de sentar e conversar com você. De aprender com você. Com a pessoa mais rica de personalidade, de vida, de espírito. Com aquele que é o que eu mais admiro, acima de tudo e todos. Assim eu acho que eu teria feito muita coisa diferente, e acho que você concordaria comigo nesse ponto. Mas tudo vai melhorar, tudo vai passar. Ou pelo menos eu vou me acostumar com tudo isso. Com essa falta de felicidade repentina, sem querer soar uma melodramática. Mas pai, eu acho que você sabe do que eu to falando. Enfim, não se preocupe comigo, repito que tudo vai ficar bem. Eu espero.
Sinto saudades suas, exatamente como você imagina.
Sempre sua, Anna Beatrice.