24 de jul de 2009

(8 de julho)

sempre a noite. só saem quando não há luz que os ceguem, quando não há barreiras ou limites, quando não há absolutamente nada que possa impedi-los de realmente tomar conta da nossa mente e dominar o resto de sanidade que ainda resta. esse medo parece mais do que nunca acariciar de leve a nuca, sussurando no ouvido aquilo o que até você mesmo se recusa a ouvir, acreditar e admitir. cada angustia parece se tornar mil vezes mais forte, cada insegurança parece contornar todos os lugares visiveis, inclusive até aonde a visão periférica alcança. cada incerteza aterrorizando qualquer esboço de pensamento positivo.
a noite parece que tudo fica mais claro. as fraquezas, principalmente. se bem que, nem dez amanheceres seguidos iriam conseguir amenizar os destroços que esses medos e incertezas e angustias causam.
todo o ardor que esse sofrimento causa não tem cura. nem projeto de cura. nem nada. como curar um sentimento que brota dentro de alguém, sem que ele mesmo saiba como ou porquê? não há como explicar, conscientizar, amenizar, acabar. nada.
só aprender um jeito como esquecer. e esse jeito não é encontrado, necessariamente, dentro de você ou dentro de outra pessoa. existem tantas formas de esquecer. é uma pena que a maioria seja ilegal.
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daqui: http://introspeccao.wordpress.com

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