26 de jul de 2009

olhos abertos

Sorriu sozinha imaginando os sonhos que poderiam vir a se realizar no próximo ano. Mirabolando idéias para fazerem se tornarem real, pensou no que poderia ser dito e feito para concretizá-los da forma mais precisa. Pensou em como tudo estaria no lugar se eles já tivessem tornado realidade, e em como esse vazio que sente no peito estaria preenchido. E seu coração, ah, seu coração. Como ele estaria saudável e alegre, sem esse aperto, sem parecer estar sendo esmagado a cada suspiro de cansaço, sem essa dor inexplicável que persiste dia após dia, sempre aumentando sua intensidade. De olhos abertos, parecia ver seu pensamento passando diante de seus olhos. Cada mínimo detalhe sendo absolutamente real em sua imaginação. Seu desejo prevalecendo sobre qualquer coisa. A necessidade que tinha (e ainda tem) de fazer seu desejo tornar-se real e poder finalmente viver nele tomava conta da menina, a fazendo ter descargas de endorfina percorrendo todo o seu sistema nervoso. Queria que tudo se concretizasse logo. Queria sair dessa vida repleta de ilusões e sonhos quebrados. Queria, acima de tudo, se encontrar. E sabia aonde se encontraria. Sabia em quem se encontraria.

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