30 de jul de 2009

Parar e me acalmar.

Eu tô tentando escrever alguma coisa que esvazie minha cabeça, que tire esse peso das minhas costas, e não estou obtendo sucesso algum. Não sei, qualquer coisa, tudo, nada, rabiscos, frases sem-sentido, coisas que ninguém além de mim entenderão, apenas alguma brecha que se abra entre meu pensamento atordoante e meus dedos, para que eu transcreva-o de qualquer forma, apenas para pelo menos me convencer que consegui.
Mas é sempre assim. Sempre quando essa pressão me comanda, sempre quando eu realmente preciso que meus dedos sigam meus pensamentos e joguem-os para a tela de um computador (ou transcreva-os para um pedaço de papel qualquer, qualquer coisa que possa ser lida), eles não fazem a mínima menção de corresponder o meu desejo.
Sempre quando eu não tenho a menor idéia do que fazer, me sinto mais perdida do que nunca - e esse nunca expande os seus limites cada vez mais -, sem saída, sem escapatória, imóvel, a única saída que vejo é escrever. De qualquer forma, mesmo que quando for reler eu não me lembre sobre o que eu estava me referindo. E é exatamente por isso que sai de um jeito que eu não consigo sequer recordar sobre o quê estava falando e sentindo, exatamente porque eu não consigo me expressar.
É irônico saber que o único modo que eu tenho de me expressar e de me acalmar, pode-se dizer, falha quando eu mais preciso.

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