12 de set de 2009

fly, brother, fly

Pequenos acontecimentos, inúmeros atos normais do cotidiano, uma ida-e-volta de carro, uma discussão sobre o que comer, decidir ficar em casa vendo um filme á sair, brigas banais, interrogatórios desnecessários, desconfianças, confiança até demais, ódio, amor, admiração, carinho, irritação, tudo misturado, tudo junto. Formando em mim essa angústia inexplicável, que traz a tona momentos que não voltarão tão cedo. Essa presença que existia, demorará pra voltar a ser como era. Essa presença, por mais remota que seja, é o que me fortalece. E faz quase um ano que não a tenho. Sinto-me despedaçando, cada vez mais. Essa falta, que dói, que arde, que encomoda, que tira o sono, que tira a fome, que muda o humor, que transtorna cada minúsculo detalhe físico e psicológico do corpo e cotidiano. A saudade, dentre os sentimentos que ja tive, é o que mais dói. O que mais desgasta. O que mais precisa de uma estrutura mental num nível superior para nos adequar ás situações que fogem do nosso controle, e pra nos adequar á ausencia das pessoas que não podem, por qualquer motivo, estarem presentes. O tempo deveria ter play, pause, avançar e principalmente o retroceder. Ás vezes somos felizes e nem nos damos conta disso. Ás vezes estragamos esse intervalo de tempo aonde a felicidade é percebida só depois, querendo voltar pra mudar. Se cada um escreve a sua história, isso deveria ser levado ao pé da letra. E tenho dito.

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