30 de nov de 2009

eu sei

ela: e agora?
ele: e agora o quê?
ela: e agora?
ele: seilá

27 de nov de 2009

but I'll be ok if you come along with me

Such a long, long way to go. Where I'm going I don't know. I'm just following the road through a walk in the sun. Sitting and watching the world going by, is it true when we die we go up to the sky? So many things that I don't understand. (Walk in the Sun)

25 de nov de 2009

always love

Sabe, o que mais me dói é saber que depois de tantos anos essa dor continua. E assim com a insegurança, o medo da expressão, a necessidade de aprovação e esse sentimento-sem-nome que é difícil de se explicar, mas que me faz sentir inferior. Não, não é drama, odeio ser melodramática, e odeio muitas coisas que faço e deixo de fazer, ou que em pensamento faria certo mas a realidade é outra. E, sim, isso também é difícil de expressar. E essa é uma das coisas que eu mais odeio em mim: não conseguir expressar de forma completa e correta tudo o que sinto e da forma que sinto. Mas voltando ao assunto inicial, a partida dele mudou a forma como eu vejo o mundo, me porto, me relaciono e, mais ainda, a minha personalidade. Acho que nem uma pesquisa psiquatrica conseguiria definir a causa exata disso. Mas, Deus, como eu queria uma solução para voltar, voltar pra ser aquela menina que eu era antes e que hoje nem me lembro direito como era para conseguir reverter a situação. Só lembro que era feliz, dedicada, e.. e só. Só isso o que me vem em mente - e era exatamente isso o que venho precisando nesses ultimos anos, desde que ele se foi: felicidade e dedicação. Não, não é um drama, já disse, não quero comover ninguém. Só queria saber o que fazer e como fazer, sabe? Pode parecer estranho, mas quando eu escrevo eu consigo perceber qual o porquê do problema. E por mais que eu escreva, reescreva e torne a escrever novamente, isso continua sendo uma incógnita em minha vida, um ponto de interrogação imenso que vive comigo o tempo todo, por mais que ás vezes eu não o perceba. Eu não sei se eu vou conseguir passar por isso, nem quando, muito menos como. Mas tem coisas que a gente vai guardando, e guardando, e que por mais que não pareça verdade, são elas que corroem toda a alegria que possuímos. Sei lá. Não sei nem se um dia saberei.

23 de nov de 2009

Nunca de nuncarás

Hoje é só mais um dia de chuva e tu não queres saber se eu tenho alguma queixa. E cada dia que passa eu sei que é mais um dia perdido. Subo as escadas correndo, mandando os fantasmas embora. E o que tenho de nó na garganta é tudo aquilo que eu quero te dizer, e não digo. Talvez, por medo do que eu possa ouvir em respota. Talvez, por querer evitar um mal estar.
E me confundes toda novamente porque a mão que me dás é a mesma que me afastas. E assim, confusa, insisto em sua presença. E tu não deixas. Talvez, nem penses mais em mim, nos momentos felizes. Aliás, sei que não pensas, deves apenas me querer por perto para...ah, para nada. Como eu posso saber? Tu não dizes claramente. E, honestamente, não sei se quero saber.
Eu tento seguir em frente, procurar outro amor. Mas como procurar um novo amor se este amor ainda está tão presente? Eu nunca pensei que pudesse amar alguém tão diferente de mim, que gostasse de filmes de terror na mesma intensidade que eu odeio, que fizesse piada de tudo. E penso em como tu elogiavas qualquer uma nas festas e só me elogiavas quando eu implorava por atenção. De como comias em silêncio, já pensavas em partir?
Penso em Drummond. "O amor, cara colega, esse não consola nunca de núncaras". E ainda assim te quero de volta. Podes não querer, eu sei. Deves não querer. E não sabes como isso me dói. Me dói ver que teu amor é narcizico, e o meu é só amor.

daqui

20 de nov de 2009

Talvez

É estranho só ter inspiração pra escrever com o seu computador, por mais que ele seja igual a todos os outros?
Mil razões pra escrever, um sobrecarregamento imenso, e nada sai quando estou sem ele. Pelo jeito só vou voltar ao normal com o blog quando ele chegar, na terça. Que eu aguente até lá, então.
Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar.

Caio F A

16 de nov de 2009

Hoje não há luzes.

Dia desses dei uma relida no conto 'Para um Avenca Partindo', de Caio Fernando, e ao me deparar com um trecho em especial, veio-me em mente ume preocupação até então despercebida. Até que ponto conseguimos diferir nossa idealização da realidade? Até que ponto isso pode interferir no desenrolar de cada situação? Até que ponto essa cegueira induzida pelo nosso inconsciente pode nos afetar e, finalmente, até que ponto conseguiremos aguentar cada decepção por essa grande vontade - e ilusão - que temos de encontrar facilmente tudo o que aspiramos? Todas essas perguntas têm respostas que eu particularmente desconheço, mas que tiram-me o sono tentando encontrá-las.

15 de nov de 2009

Diálogo.

a - a noite parece que os pensamentos fluem, os sentimentos florescem
     e essa escuridão não deixa a solidão ruim, mas confortante
p - discordo
     mas ok
a - argumente
p - é à noite que a solidão se mostra mais cruel e sufocante
     a noite não foi feita pra se aproveitar sozinho
a - concordo e discordo
     tudo depende do estado de espírito
     as vezes é bom aproveitar a noite com pessoas fazendo sabe-deus-o-quê
     as vezes é bom fica em casa sozinho, sentindo a brisa na cara e pensando na vida
     e quando a segunda opção é tomada, sente-se o conforto
     parece que a noite em si me entende
     é difícil explicar
p - sei como é
     mas
     hoje, definitivamente, não escolho essa opção
a - comigo não vêm sendo uma situação de escolha, mas de adaptação com o meio
     se não pode derrotá-los, junte-se a eles
p - ah
     sei lá.

7 de nov de 2009

just listen to the rhythm of a gentle bossa nova

Essa música da Petula Clark tá sendo, literalmente, a trilha sonora dos meus dias, ultimamente.