7 de dez de 2009

always been you

Eu quero tomar café da manhã com você no terraço, vendo o sol nascer após uma noite não dormida pela empolgação de assuntos improváveis fazendo diálogos durarem indeterminadamente, e crises de riso preencherem a escura e silenciosa noite. Eu quero chegar em casa e te ver jogado no sofá vendo TV e perguntando por que demorei, dizendo logo em seguida que achou aquele LP do Doobie Brothers que eu tava procurando - ele estava debaixo da minha cama, junto com as bitucas e roupas de baixo largadas lá na noite passada. Eu quero você me irritando só pra rir da minha cara e falar que eu fico engraçada quando irritada. Eu quero você me apertando, todo empolgado, porque conseguiu achar a agulha da sua vitrola, e que a gente ia ouvir David Bowie até entardecer. Eu quero você prendendo o meu braço e com intenção de me beijar pra acabar com a briga que já estava durando mais de duas horas. Eu quero você me acordando no meio da noite pra falar que me ama, e me abraçando contra o seu corpo. Eu quero que você ria quando eu morro o carro tentando dar partida, e depois saio cantando pneu sem querer. Eu quero você falando que eu tenho que parar de ser tão desorganizada, porque você não consegue achar as suas coisas no meio das minhas. Eu quero você olhando pra mim 'disfarçadamente' durante um filme pra ver se eu estou chorando, e rir quando eu digo, sem olhar pra você, que eu não vou chorar - e depois de cinco minutos te abraço forte por estar chorando com o enredo da história. Eu quero você reclamando quando eu espremo todos os seus cravos e espinhas das suas costas. Eu quero rir da sua cara quando você coloca a minha calça jeans que te fica super skinny e começa a fazer pose de sexy. Eu quero você me dando o melhor beijo do mundo quando a gente se vê depois de alguns meses.
E, acima de tudo, eu quero você. Não importa quando ou como. Não importa se vai ser agora ou daqui a alguns anos. Não importa nem se você desacredita no que eu digo. Eu quero você. Não é porque o tempo não anda ao nosso favor que não poderemos nos adaptar a ele e fazer tudo o que aspiramos virar real. E também pouco me importa quando isso vai acontecer. Porque eu sei que vai. E, até lá, continuará sendo você e mais ninguém.

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