12 de mai de 2010

Fotografias, de C. Fernando

Não ofereço perigo algum: sou quieta como folha de outono esquecida entre as páginas de um livro, sou definida e clara como o jarro com bacia de ágata no canto do quarto - se tomada com cuidado, verto água limpa sobre as mãos para que possa se refrescar o rosto mas, se tocada por dedos bruscos, num segundo me estilhaço em cacos, me esfarelo em poeira dourada.

Um comentário:

Layse Moraes disse...

esse homem não existe.
(e seu blog é uma graça) :*